
Encontrar-te…
Perdida em buscas vãs, achei-me presa em velhas teias. Habitante de labirintos de alheação!
Como os dias eram todos iguais! Eu não passava de um autómato de vontades exteriores,
Movida por forças inexplicáveis, fui conduzida a um lugar inatingível pela dor! Entorpecida num estádio de letargia, refugiada na comodidade de não sentir! Esvaziada e infértil de afectos remei num mar de solidão! Sem tristezas, nem alegrias subsistia apenas!
No dia em que atrevi ser mais audaciosa. No dia em que enfrentei aquilo e aqueles que me balizavam! Libertei-me das amarras….
Mergulhei num oceano profundo! Estremeci de temor porque julgava não saber nadar! Faltou-me o ar e o chão triste mas seguro foi me retirado sob os pés! Frio nas entranhas!
Agarrei-me a ti! Fiei pela primeira vez! Desembarquei no porto seguro dos teus braços! Aninhei-me em teu corpo feito ilha! Deixei-te povoar meus sonhos! Explosão de cor, sinfonia de sabores: RENASCI! Júbilo, padecimento, deleite, desagrado, aconchego, desassossego mas vida!
Vale mil vezes viver!








